domingo, 4 de outubro de 2026

CASINO ESTORIL | OPERA LA VERA COSTANZA | Estreia no SALÃO PRETO E PRATA 


O elenco da OPERA LA VERA COSTANZA  


Conceição e António Vieira Coelho 
Administrador na Estoril Sol - Detentora do Casino Estoril


Rute Ablum Parreira


Filomena Justino e Carlos Mangas


Isabel Nogueira


Conceição e António Vieira Coelho

OPERA LA VERA COSTANZA

















Orquestra Melleo Harmonia




ÓPERA 

LA VERA COSTANZA

Estreia numa versão moderna

NO SALÃO PRETO E PRATA DO CASINO ESTORIL

NÃO ERA REPRESENTADA HÁ 237 ANOS


O Salão Preto e Prata do Casino Estoril, acolheu no sábado, 03 de outubro, pelas 18 horas, a estreia moderna de La Vera Costanza, de Jerónimo Francisco de Lima (1743–1822), numa produção do Laboratório de Ópera Portuguesa (LOP) que devolve ao público mais uma obra do património lírico nacional. Para ser exacta, 237 anos depois, uma ópera portuguesa do século XVIII volta a ouvir-se em palco.

 

Estreada originalmente em 1785, no Teatro de Salvaterra, durante a temporada de Carnaval da corte, La Vera Costanza regressou, agora, na versão em dois atos, apresentada em 1789 no Palácio da Ajuda, por ocasião das comemorações do aniversário do Príncipe D. João, futuro Rei D. João VI.

 Com libreto atribuído em algumas fontes a Francesco Puttini, também, musicado por compositores como Joseph Haydn, a obra revela a atratividade que este enredo alcançou na Europa do século XVIII. A versão portuguesa de Jerónimo Francisco de Lima constitui, assim, um testemunho relevante do dinamismo e atualidade da criação operática nacional da época.

 A recuperação de La Vera Costanza resulta de um trabalho de investigação do jovem investigador Diogo Gaio Chaves, realizado no âmbito do CESEM – Centro de Estudos em Música da NOVA FCSH, parceiro científico permanente do LOP, concretizando os propósitos de promoção da investigação científica, criação artística e valorização do património musical português.

 Entre intrigas familiares, equívocos e situações cómicas, La Vera Costanza acompanha a história de Rosina, uma jovem peixeira que casa secretamente com o Conde Errico. Pouco tempo depois, é abandonada pelo marido e obrigada a enfrentar sozinha a maternidade. Determinada a impedir qualquer aproximação entre os dois, a Baronesa Irene, tia de Errico, procura casar Rosina com Villotto, um rico, mas ingénuo camponês. O destino volta a cruzar os caminhos de Rosina e Errico, conduzindo a um inesperado reencontro.

 A produção conta com a edição da partitura moderna de João Paulo Santos, a direção musical de João Tiago Santos, encenação de Jorge Balça e direção de arte de Nuno Esteves “Blue”, com a Orquestra Melleo Harmonia e um elenco constituído por Sofia Marafona (Rosina), Susana Gaspar (Baronessa), Inês Constantino (Conte), Joana Seara (Lisetta), Leonel Pinheiro (Ernesto), Christian Luján (Masino) e José Corvelo (Vilotto).







 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

JOANA VASCONCELOS | Inauguração da Exposição VENUS - Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos | MAAT 10 ANOS


Joana Vasconcelos - Artista plástica


Isabel Nogueira 
Junto à escultura monumental ‘Valquíria Vênus’ e a alta costura de Valentino Garavani


























































































































Isabel Nogueira


João Rôlo, Gonçalo Pinheiro, Pepe Moura




MAAT - 10 ANOS

Inauguração da Exposição

VENUS 
Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos



A Fundação EDP, o MAAT  e o Atelier Joana Vasconcelos, levaram a efeito, na noite de quinta-feira, 01 de Outubro de 2026, a Inauguração da Exposição VENUS - Valentino Garavani, pelo olhar de Joana Vasconcelos, por ocasião das comemorações dos 10 Anos do MAAT, em Lisboa.

VENUS resulta de um convite a Joana Vasconcelos para estabelecer um diálogo entre as suas esculturas e o legado criativo de Valentino Garavani, um dos mais celebrados estilistas do nosso tempo. Num exercício de aproximação, que procurou ligações, ressonâncias e pontos de contacto entre os dois percursos, a exposição afirma-se como um lugar onde convergem linguagens distintas, unidas por um compromisso comum: a reflexão sobre o lugar da mulher na sociedade e a contínua recriação das formas através das quais essa condição se manifesta, se questiona e se reinventa.

Apresentada originalmente no PM23, o espaço cultural da Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, em Roma, no início de 2026, a mostra chega agora ao MAAT numa nova configuração e com uma renovada seleção de peças. Treze grandes esculturas de Joana Vasconcelos e trinta e nove criações de Valentino Garavani estabelecem diálogos inéditos, organizados numa cenografia imersiva, concebida especificamente para esta ocasião. Mais do que uma mera justaposição de obras, este projeto propõe um percurso em que escultura e alta-costura se observam, se completam e se desafiam mutuamente, configurando um universo em que o empoderamento feminino emerge não como um conceito abstrato, mas como uma experiência visível, palpável e concreta, que somos convidados a partilhar. 


Abriu as portas ao público, a 02 de Outubro de 2026 e estará patente até ao dia 22 de Fevereiro de 2027.