Luís Vasconcelos e Joana Vasconcelos (Pai e filha)
Francisco Duarte, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Luís Vasconcelos, Joana Vasconcelos, Diretora do DIP, da Câmara Municipal de Sintra e Jorge Baptista, Chefe de Divisão de Bibliotecas e Museus
Joana Vasconcelos e Rui de Luna
António Reis, Francisco Duarte e Luís Reis
Marco Paulo Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Isabel Nogueira e Marco Paulo
Amália
Rui Veloso - Chico Fininho
Isabel Nogueira
Joana Vasconcelos
Luís Vasconcelos, autografa alguns dos seus livros VINIL
Gabriela Vasconcelos, Isabel Nogueira e Amália
Isabel Nogueira
VINIL
Exposição de Luís Vasconcelos
50 anos de música através da fotografia
15 de Outubro - 4 de Janeiro de 2027
LUÍS VASCONCELOS, referência incontornável do fotojornalismo português, celebra 50 anos de música, com a sua exposição de fotografia VINIL, inaugurada na tarde de quarta-feira, 15 de Outubro de 2026, no MU.SA - Museu das Artes de Sintra, acompanhado pelas suas filhas Joana Vasconcelos, a artista plástica, mais aclamada e reconhecida a nível internacional e Gabriela Vasconcelos. Contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida e todo o executivo municipal.
A exposição VINIL, apresenta pela primeira vez, setenta fotografias em grande formato, de Luís Vasconcelos e revela algumas das imagens mais marcantes da música e cultura portuguesa entre as décadas de 1970 e 1980. Foram selecionadas entre o material publicado, pelo fotografo, no album com o mesmo nome, publicado em 2024.
Luís Vasconcelos acompanhou através da sua objectiva, músicos e artistas nacionais e estrangeiros, registando momentos que atravessaram gerações e que constituem também um importante testemunho de uma época de profundas transformações sociais e culturais.
A exposição revisita esse universo fotográfico, marcado pela relação entre liberdade, música e criação artística, num percurso que evoca também os 50 anos do 25 de Abril.
VINIL é uma viagem ao passado que continua a projectar-se non futuro. Uma memória visual de músicos, artistas e de uma geração que encontrou na criação uma forma de expressão e liberdade.
“Eu entrei para a fotografia em miúdo, tinha dez anos, quando entrei para o Liceu e entrei para a secção de fotografia do Liceu da Beira, para o Liceu Pêro de Anaia, foi assim que tudo começou. As fotografias desta exposição, são deste 73, que é a primeira fotografia, é a mais antiga desta exposição, que é feita ainda em Paris, e depois os festivais de Jazz em Cascais, em 75 e depois é sobretudo a década de 80. Os concertos das capas de discos, que fiz, o Chico Fininho, sei lá, tanta coisa. Esta exposição é uma parte do trabalho que eu fiz ao longo da vida. Fiz muitas outras coisas e fotografei, muitas outras coisas. Eu fui fotojornalista durante quase quarenta anos, neste país. No Jornal Novo, nas três agencias, do Público e da Visão”” Luís Vasconcelos
Luís Vasconcelos (Peso da Régua, 1947) é um dos mais prestigiados fotojornalista português, com um percurso marcado pela imprensa nacional, pela documentação da vida política nacional e pelo registo histórico da música em Portugal.
Cresceu em Moçambique, entre a Beira e Maputo, onde descobriu o interesse pela fotografia ainda durante o ensino secundário, utilizando uma câmara Rolleiflex emprestado.
Regressou posteriormente a Portugal para frequentar o curso de Arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto.
Contudo, para escapar à Guerra Colonial, exilou-se na Europa, tendo vivido em Bruxelas e em Paris, onde fundou a editora Germinal e colaborou com publicações como O Século.
Regressou a Portugal a 29 de abril de 1974, imediatamente após a Revolução de Abril. Integrou a redação do Jornal
Novo e colaborou, de forma continuada, com as agências noticiosas ANOP, Notícias de Portugal e LUSA.
Em 1986, foi nomeado fotógrafo oficial do Presidente da República, Mário Soares. Em reconhecimento do ser percurso e mérito, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Foi cofundador do jornal Público, em 1989, onde exerceu as funções de editor de fotografia, cargo que viria igualmente a desemprenhar na revista Visão. Foi, ainda, cofundador do jornal Blitz, conciliando este projeto a sua atividade no domínio da fotografia documental e editorial de música.
Em 2010, fundou a associação Estação Imagem, estrutura dedicada exclusivamente ao fotojornalismo, que instituiu um dos prémios de fotografia mais relevantes da Península Ibérica.
“A foto que eu mais gosto é a do António Variações. Sempre gostei muito da música dele, pela irreverência, pelo facto de ser um desafiador, àquilo que era a sociedade portuguesa da altura, e vê-lo ali com aquele destaque todo, apreciei, gostei sim. Esta do Marco Paulo, é porque tem aqui o meu nome também, é sempre uma brincadeira.
A exposição é de facto extraordinária, porque ela é um palco de encontro de artistas nacionais e internacionais, alguns que fazem parte da nossa vida e que marcaram também sobretudo, a minha juventude e pude-los receber desta forma em Sintra, para mim é um motivo de profunda satisfação” Marco Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Sintra