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Marta e José Luís Pimenta de Aguiar |
A Bienal da Água “As Pegadas da Água” Cascais 2026, que contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, teve a sua cerimónia se encerramento, ao final da tarde de sábado 05 de setembro, pelas 19h00, na Cidadela de Cascais, durante a qual, foi apresentada a escultura de Júlio Quaresma “O Caminho da Água”.
Com um apelo internacional, pelo futuro da água, assinalou-se assim o fim da primeira edição da Bienal da Água, com uma programação, que pretendeu abrir novos caminhos para a reflexão e a acção em torno da água em escala global.
Um dos momentos do encerramento foi a doação, à Santa Casa da Misericórdia de Cascais, de todas as estruturas expositivas de madeira utilizadas na Bienal — totalizando 552 m² —, em uma iniciativa da Oliver Water que reforça a dimensão de sustentabilidade e o legado do evento. Além disso, Margarida Monteiro Ruas apresentou o “Apelo de Cascais”, documento que será posteriormente levado à Cúpula da Água da ONU, em Dubai, em dezembro de 2026. O Apelo será apresentado previamente em uma cerimónia oficial, no Centro Cultural de Cascais, consolidando-se como uma das principais contribuições da Bienal, para o debate internacional sobre a água.
A escultura “O Caminho da Água”, de Júlio Quaresma. A obra, concebida para simbolizar o encerramento desta edição da Bienal e, simultaneamente, abrir caminho para futuras Bienais da Água, em diferentes lugares do planeta, propõe uma experiência imersiva e simbólica em torno da relação do ser humano com a água. Estruturada a partir do cubo — sólido platônico associado à estabilidade, à Terra e aos seus quatro elementos —, a obra se abre para revelar o “caminho da água”. O aço corten, os espelhos e a luz entrelaçam-se em uma composição que convida o espectador à introspecção e a assumir-se como parte da própria obra. A presença recorrente do número três e das barras de luz, associadas à simbologia de Portugal e à sua relação histórica com o mar, reforça a dimensão cultural, filosófica e espiritual da peça.
O evento culminou com um concerto da soprano Liza Veiga, em uma celebração artística que visou encerrar a Bienal com uma dimensão festiva e glamorosa.
Com “Huellas del Agua”, a Bienal da Água de Cascais encerra, assim, uma etapa, mas deixa um legado que pretende ultrapassar fronteiras: refletir sobre a água, o seu valor e a responsabilidade coletiva de
proteger este recurso essencial para o futuro do planeta.
















































